No Brasil, as regras que definem “liberdade de expressão” incluem fazer apologia ao assassinato do presidente da República sem que haja nenhuma consequência para quem a propague.
No próximo mês de março, o grupo carioca “Blabonga Cia Teatral” irá encenar de maneira virtual uma peça intitulada ‘Precisamos matar o presidente’. As informações são do site Diário do Rio.
Para o diretor da peça, Davi Porto, o espetáculo assim como qualquer outra arte nasce de uma necessidade, seja ela financeira, romântica ou existencial.
“A pandemia acabou unindo todas essas necessidades que juntas ultrapassaram toda a relutância que existia de levar o teatro para o mundo virtual. Somada a necessidade surgiu o descaso do governo atual, que ainda transformou cada artista em inimigo do Estado”.
Apesar de o nome do espetáculo incentivar ódio e fazer apologia ao assassinato do presidente da República, Davi Porto diz que a ideia não é matar o presidente.
“A ideia não é matar o presidente. A ideia não é matar ninguém. A ideia é transformar essa força, esse ódio, esse sentimento motriz em algo como o teatro”.
Ao comentar a exibição da peça, o secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula, disse que esse é o tipo de peça que a elite militante doentia e agora desesperada com a perda do dinheiro público, promoveu nas últimas décadas.
“O resgate cultural será lento e trabalhoso, mas devolveremos à cultura a sanidade dos valores do homem comum”.


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